Festival Artes pela Paz ocupa Campinas com mais de 200 artistas e propõe reflexão sobre justiça social

Festival Artes pela Paz ocupa Campinas com mais de 200 artistas e propõe reflexão sobre justiça social

De abril a junho, cidade vira palco de experiências artísticas que conectam cultura, políticas públicas e promoção da paz
Prefeitura de Campinas
07 de abril de 2026
Festival Artes pela Paz

Campinas recebe, de 25 de abril a 27 de junho de 2026, o “Festival Artes pela Paz – O silêncio que grita ao coração do mundo”. Idealizado pelo Instituto Casa Comum, com apoio do Ministério da Cultura e da Prefeitura de Campinas, o festival mobiliza mais de 200 artistas e agentes culturais em torno da arte como ferramenta de transformação social. A proposta parte da compreensão de que a cultura de paz não se resume à ausência de conflitos, mas se constrói como prática cotidiana de diálogo, justiça e cuidado.

 

Conteúdo plural

 

A programação gratuita reúne múltiplas linguagens, com mostra de artes visuais, concertos, apresentações musicais e teatrais, oficinas, podcasts, microvídeos de animação e a produção de um curta-metragem que acompanha o processo criativo do festival. É possível acompanhar a agenda completa pelo site do projeto: https://institutocasacomum.org/festival-artes-pela-paz/

 

Políticas públicas

 

Um dos eixos estruturantes é o diálogo entre cultura e políticas públicas. Em parceria internacional, o festival integra um seminário que promove intercâmbio entre Brasil e Moçambique para discutir protagonismo negro na gestão pública, equidade racial e cultura de paz, com base nas filosofias Ubuntu e Bantu. A iniciativa reúne especialistas, gestores e lideranças em torno da formulação de políticas públicas antirracistas.

 

A dimensão educativa também atravessa o projeto, com ações voltadas à comunicação não violenta, produção audiovisual, grafismos indígenas, escrita coletiva e experiências de cultura de paz em escolas e organizações da cidade. Parte das atividades prevê a sistematização de metodologias desenvolvidas em Campinas, com vistas à futura publicação.

 

A curadoria valoriza artistas locais, coletivos juvenis, saberes ancestrais e produções que dialogam com temas como justiça restaurativa, consumo responsável e relação harmoniosa com a natureza.

 

 

Programação – Festival Artes pela Paz 

 

  1. Abertura

 

Data: 25 de abril de 2026

Horário: 18h

Local: Teatro de Arena Teresa Aguiar – Centro de Convivência Cultural

Concerto Sinfônico pela Paz

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas

Regência: Nelson Ayres

Obra original: Rafael dos Santos

Coreografia solo: Diane Ichimaru

Coreografia: Marcelo Rodrigues

Participação especial: Grupo Caixeiras do Divino

Revoada de Poemas

Produção: Katia Marchese

Participação de 20 poetas de Campinas

Distribuição de poemas ao público ao final do concerto

 

 

 

  1. Exposição de Artes Visuais

 

Período: 25 de abril a 27 de junho de 2026

Horário: Quarta a sábado, das 14h às 19h

Local: Galerias de Arte – Centro de Convivência Cultural

Expografia: Elias Abraham

Módulos expositivos:

Arte Postal – João Bosco

Stickers e Arte de Rua

Paz Ancestral: grafismos e flautas sagradas – John Restrepo

Dança da Alegria – Andrea Mendes

Uma andorinha só não faz verão – Piassa

O olhar de um Baniwa – Coletivo Baniwa

Coletivo de Artistas Jovens

Goteira – Vida do Valle Canova

Tinteiro – coletivo de estudantes negros do Instituto de Artes da Unicamp

Oriente-Ocidente: a junção das artes em harmonia – Marcos Garcia

[SUB] pela Paz – mural interativo (25/4, das 10h às 18h)

Pinte a Paz / Descomplicando a Vida – Brahma Kumaris

Coração Coletivo: Anatomia da Paz – Gilberto Aparecido Alves Francisco

 

 

 

  1. Oficinas

Local: Galeria 3 e Bar (antigo Café de La Recoleta) e Sala de Vídeo – Galeria 1

Período: Durante o festival

Vagas: 20 por oficina (podendo variar)

Criação de Cartazes [SUB] pela Paz – 25/4, das 10h às 18h

Mutirão Gráfico e Escrita Coletiva – 26/4, das 10h às 14h

Escolha a Serenidade e não a irritação – Rosane Moskalewski

Totens de Resiliência / Mandala da Diversidade – Leonardo Duart Bastos

Contação de História: História do Tucum e o Bem Viver do povo Baniwa – Angelina Ferreira Luciano

Audiovisual para a Paz: linguagem de jovens para jovens – estudantes do Colégio Bento Quirino

Cultura de Paz e Comunicação Não Violenta – Mário Marcelo Nicomedes Ramos

Grafismos e pigmentos indígenas do Rio Negro – John Restrepo

 

  1. Seminário Internacional

Margens do Atlântico: Cultura de Paz e Protagonismo Negro na Gestão Pública Brasil × Moçambique

Data: 27 a 30 de abril de 2026

Local: Campinas (SP)

Conferências magnas

Mesas redondas

Palestras centrais

Workshop de formação

Diálogos Brasil–Moçambique

Debate sobre liderança negra e políticas públicas antirracistas

 

  1. Ação de Encerramento

Flotilha da Paz e Dança Circular

Cortejo cênico coletivo

Performance dirigida por Marcos Brytto

Tapete coletivo simbólico

Dança circular com crianças

Participação de cerca de 40 artistas

 

Apresentação final: 27 de junho – Teatro de Arena

Oficina preparatória: ministrada por Mairany Gabriel

 

 

  1. Apresentações Musicais e Teatrais

Local: Teatro Interno Luís Otávio Burnier – Centro de Convivência Cultural

Entrada franca

Moreno Overá e Trio Virado – Viola Moderna (1º de maio, 15h)

Último Tipo – “Um rio que passa lá” (17 de maio, 15h)

ANELO – Banda Pretas (data a definir)

 

 

 

  1. Podcasts

Poéticos Encontros

Apresentação: Claudine Melo

10 episódios

Contos e Crônicas pela Paz

Apresentação: Tadeu di Pietro

10 episódios

 

 

 

  1. Sistematização de Experiências em Cultura de Paz

Visitas a escolas, organizações comunitárias e iniciativas de justiça restaurativa

Pesquisa conduzida por Veridiana Negrini e Martha Lemos

Produção de análise metodológica para futura publicação

 

  1. Microvídeos Cultura de Paz

Conceitos para a Cultura de Paz – Hamilton Faria (10 episódios)

Filosofia de Paz – Célio Turino (11 episódios)

Exibição contínua na Galeria 1 e distribuição nas redes sociais.

 

 

  1. Curta-Metragem

Cultura de Paz: o silêncio que canta ao coração do mundo

Produção: ATAURI

Duração aproximada: 20 minutos

Registro do processo criativo do festival

Notícia na íntegra aqui: